5 de fevereiro de 2013
Saudades que me fazem sorrir
1 de setembro de 2012
Que venha setembro !
Que cada lágrima derramada num, outrora inverno, se torne adubo pra que eu não me esqueça, jamais, que ele (o inverno) é só uma fase. E como toda fase, passa.
Meu inverno passou e as portas estão abertas para a primavera aquecer meu coração.
24 de maio de 2012
Remendos
Mais uma vez, coloquei meu melhor sorriso no rosto e segui em frente.
Segui com o coração cheio de remendos e curativos, acreditando que dessa vez seria diferente, - o que seria do ser humano sem a esperança ? - mas não foi.
Outra vez fizeste do meu coração passarela e com todo seu orgulho e desprezo desfilou por ele com um salto mais alto e mais fino que os meus.
As feridas novamente abertas, os curativos espalhados pelo chão. Os olhos inchados por ter passado mais uma noite em claro chorando todas as lágrimas que ainda restavam.
Depois de uma noite de sofrimento, resolvi transformar minha dor em boniteza. Nem sei se isso é humanamente possível, mas eu fiz.
Mais uma vez, remendei todos os buracos de um coração que mais parece uma colcha de retalhos, vesti meu melhor sorriso, um salto alto, rímel e blush e segui em frente.
27 de março de 2012
Quero morar em você

21 de março de 2012
A perda
A falta, o vazio que fica quando alguém que amamos se vai. A dor que não abranda e que nenhuma palavra consegue consolar. As lágrimas que rolam na face sem controle e que turvam as vistas me impedindo de continuar a escrever esse texto.
...
Hoje eu perdi alguém muito especial. Alguém que com seus cabelos brancos me arrancou incontáveis sorrisos. Que, mesmo longe, me amou mais do que aqueles que estavam perto.
Um olhar distante, mas nem por isso, desatento, ouvia tudo, prestava atenção em tudo, queria saber de tudo e de todos. Não perdia nada.
Eu não quis vê-la quando foi internada porque tenho certeza que não conseguiria segurar as lágrimas e a dor ao deparar-me com a imagem diferente da que estava acostumada; sempre sorridente e feliz. Preferi guardar na lembrança os sorrisos, o dedinho batendo a aliança descontraidamente no braço da cadeira e os cabelos cor de prata com cheiro de lavanda.
Minha vontade – e a de todos que perderam alguém – era de que continuasse aqui, mas na verdade, quando amamos devemos desejar sempre o melhor. E se o melhor for a perda, que assim seja.
23 de fevereiro de 2012
Sorrisos que iluminam

"Crie laços com as pessoas que lhe fazem bem, que lhe pareçam verdadeiras.
13 de fevereiro de 2012
Dente-de-leão
15 de janeiro de 2012
Como uma viagem de avião...

Fiz uma viagem de avião há um tempo atrás. Essa viagem durou meses. Não foi a minha primeira viagem, mas foi a mais intensa. Durante 10 meses eu tive sensações que nunca imaginei ter um dia.
6 de dezembro de 2011
E de tudo que ficou ...
24 de novembro de 2011
Coisas impossíveis de definir

16 de novembro de 2011
Me responde ?
16 de outubro de 2011
Meu bem

Deu uma vontade enorme de escrever pra você meu bem.
22 de setembro de 2011
2 . 1
Dizem que na hora de apagar a vela a gente tem que fazer um pedido. Ontem eu não pedi nada, apenas agradeci a papai do céu. Por tudo. Pela minha vida, minha saúde... Mas, principalmente pelas pessoas que me acompanham nessa caminhada.
Em primeiro lugar à minha família. Pessoas que a gente não escolhe. Ganha de brinde quando nasce. Sabe aqueles ovos de páscoa que vem com uma surpresa dentro? É assim com a nossa família. A gente nunca sabe o que vai encontrar. Mas eu tive sorte. Muita sorte, a propósito. Tenho pais excepcionais, um irmão maravilhoso, uma sobrinha linda...
No entanto, hoje meu agradecimento é direcionado não àqueles que já estavam destinados a conviver comigo, mas àqueles que escolheram estar presentes na minha vida. Pessoas que fazem parte do meu dia-a-dia, que iluminam meus dias com apenas um sorriso. Que compartilham suas vidas comigo e me permitem fazer parte delas. O maior presente que eu poderia receber hoje eu já tenho todos os dias: o carinho de vocês. Muito obrigado!
Sérgio, Iara, Breno, Maria Eduarda, Padre Hélio, Padre Cid, Marilene, Geisa, Meu bem, Nina, Vanesssa, Gabi, Clara, Renata, Manuela, Nara, Cristina, Celinha, Ivanildo, Ceinha, Itana, seu Raimundo, Wilke, Rebeca, Carol, Indy, Nataline, Tainá, Thayane...
... e tantos outros que não foram citados mas nem por isso deixam de ser significativos.
21 de agosto de 2011
Debaixo do tapete
5 de julho de 2011
Porque foi necessário

29 de junho de 2011
Felicidade efêmera

Tenho me questionado sobre a felicidade [...]
Uma felicidade que chegou aos poucos, mas que ao mesmo tempo me consumiu rápido. Me envolveu como o fogo envolve as folhas secas. O fogo que, outrora labareda, aquecia tudo ao seu redor, se tornara brando. Hoje só restaram as cinzas e uma fumacinha que tem me incomodado.
Dizem que o vento é capaz de reascender o fogo...
Meu bem, você acredita em finais felizes?
10 de junho de 2011
Meu tempo pra você
É muito bom chegar em casa e saber que vou encontrar você sempre disposta a me ouvir, a me entender, a aturar minhas confissões repetitivas, minhas dúvidas e inseguranças. Você tem paciência pra me ouvir e, sempre me dá opiniões relevantes.
Você é meu contato com o meu lado adolescente; sem preocupações. Com o que os outros pensam, principalmente.
Meu lado ainda imaturo, que muitas vezes tenho que deixar escondido no canto, porque a necessidade de ser madura é latente. A necessidade de ser mulher, de ser responsável e sempre pensar nas consequências dos meus atos. Com você eu sou mais criança, mais moleca, mais inconsequente. De uma maneira boa, é claro.
Conviver e dividir a minha vida com você durante um ano foi essencial para o meu crescimento e o meu auto-conhecimento. Você me ensinou muitas coisas. A gritar, por exemplo. Coisas que pra qualquer outra pessoa, parecerá besteira. Mas que, pra mim, são significativas.
Te agradeço por ter feito parte da minha vida, por ter entrado nela, e espero, do fundo do meu coraçãozinho que não saia.
Só tenho mais uma coisa a te dizer: espere o meu tempo. As coisas acontecem quando tem que acontecer. ESTE foi o MEU momento de escrever para VOCÊ, Renata Reis.
8 de junho de 2011
Eu não acreditava...

... em frio na barriga, borboletas no estômago e coração acelerado. Até você aparecer.
Quando eu vejo um carro igual ao seu na rua me dá um frio na barriga, aí eu olho a placa e, veja só, não é o seu. O frio passa.
Quando o celular toca, você é a primeira pessoa que me vem na cabeça, as borboletas dançam no estômago. Mas veja só, não é você. As borboletas param subitamente.
Desisto.
E então... uma buzina. Expectativa. O frio na barriga volta, as borboletas arriscam saltos mortais e o meu coração acelerado dá um solavanco e... para. Silêncio.
Você aparece na minha porta e me dá um sorriso, aquele tão lindo que faz covinha e os olhos somem.
Por um milésimo de segundo vejo todo o mundo passando diante de meus olhos, mas nada do que vejo tem mais importância. Você é o MEU mundo naquele momento.
1 de junho de 2011
Deixa eu te dizer...

"Deixa eu te dizer [...] que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver nascer uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente."
Caio F. Abreu
Você entrou devagarinho na minha vida. Assim como quem não quer nada. Tomou um espaço que eu não julgava possível. Já faz quase quatro meses mas, parece que foi ontem...
Parece que foi ontem que eu te achava um meninão. Um cara que cresceu demais e continuava com a cabeça de guri; hoje vejo que é apenas uma camuflagem pra amenizar as dores adquiridas pela estrada.
Parece que foi ontem que tivemos uma conversa estranha e nos desentendemos na porta da igreja; hoje nos entendemos bem até demais.
Parece que foi ontem que você me disse que eu era nova demais; hoje você diz que sou muito mulher.
Parece que foi ontem que nos beijamos a primeira vez e eu achei teu beijo babado; hoje, esse mesmo beijo me excita e não, não é babado.
Parece que foi ontem que você não era nada pra mim.
Mas veja como são as coisas, hoje eu sinto sua falta como se você fizesse parte de mim há muito tempo. Sinto falta do seu sorriso, aquele tão lindo que faz covinha e os olhos somem. Sinto falta do seu cheiro de banho recém tomado. De deitar no seu peito e me sentir segura. De estar ao seu lado e esquecer o mundo. De rir, rir muito e de tudo. De dormir no seu abraço e acordar sendo beijada por todo o rosto. De poder confiar em alguém de olhos fechados.
O que fazer com esse sentimento que me obrigou a abrir as portas que eu tinha fechado por tempo indeterminado?
24 de abril de 2011
Cumplicidade

Era uma noite típica de agosto; fria, agradável. Tinha acabado de chegar de viagem. Havia passado 3 semanas em Vitória, ES. Participando de um Congresso de Direito Criminal. Sou Delegado.
Estava exausto. 5 horas de vôo, mais 2 de carro. Tudo o que queria era um bom banho e a minha cama. Minha mulher com certeza estaria me esperando com o jantar pronto e toda disposição pra conversar a noite toda. Eu amava minha mulher, e adorava passar noites em claro conversando com ela. Mas hoje não.
Quando abri a porta de casa, me deparei com um cheiro característico. Molho de tomate com manjericão, o meu preferido. Segui o cheiro e cheguei à cozinha, onde ela fazia os últimos preparativos. Usava uma bermuda jeans, um pouco folgada. Havia emagrecido¿ Uma camiseta branca que contrastava com a cor de sua pele, morena. Haviam pequenas manchas, respingos de molho em sua roupa. Ela era tão desastrada...
- Oi filho! Como foi a viagem¿
- Tudo bem... Cansativa. Vou tomar um banho tá¿
- Não demora! Fiz aquele nhoque com molho de tomate e manjericão que você gosta!
Dei-lhe um beijo rápido, mas intenso e fui tomar um banho.
A água estava morna. Relaxante. Me senti bem melhor. Mas ainda cansado.
Vesti um short de seda e fui até a sala de jantar onde Elena me esperava.
- Como foram esses dias por aqui filha¿
- Tudo bem. Nenhuma novidade.
Pensei ter visto uma ruga de preocupação em seu rosto, mas afastei esse pensamento. Estava faminto. O cheiro do molho havia me dominado.
[...]
Depois do jantar ajudei-a com a louça. Fui pra o quarto e me deitei na cama. Ela tinha ido tomar banho. Devo ter cochilado alguns minutos. Quando ela saiu do banheiro estava vestida com uma camiseta branca meio transparente, colada em sua pele ainda molhada. Ela adorava usar roupas brancas porque contrastavam com sua pele. E sabia que eu adorava também. Usava uma calcinha branca, estilo cueca. Pra alguns, aquilo parecia broxante, mas pra mim, era excepcional. Os cabelos molhados, pingando sobre a camiseta, sentou-se na cama pra passar óleo no corpo.
- Eu já te falei o quanto eu te amo¿
- Bom, a última vez que disse isso foi antes de viajar.
- Eu amo você filha.
- Eu também te amo filho. Você sabe disso.
- Posso passar isso no seu corpo¿
- Claro...
- Mas tem que tirar a roupa.
Ela levantou e despiu-se na minha frente. Ver aquela mulher despindo-se daquela maneira, sem pudor, sem vergonha, não posso negar, me deixava muito presunçoso.
[Quando começamos a namorar ela ainda era virgem, coisa rara pra os tempos de hoje. Cheia de pudor e medo. Só depois de dois anos de namoro ela perdeu a vergonha. Hoje olho pra trás e acho cômico. Só namorávamos de luz apagada, eu não podia fazer muita coisa, ela achava tudo falta de respeito. Como ela me diverte... ]
Ela deitou-se de bruços na cama, eu me sentei ao seu lado, peguei o óleo e comecei a passar nos seus pés, massageando cada ponto, sua panturrilha, suas coxas. Cheguei no seu quadril, ela estremeceu um pouco. Eu ardi de desejo. Passei pelas suas costas, me demorando um pouco mais nos seus ombros, estavam tensos. Talvez aquela ruga que eu pensei ter visto mais cedo realmente exista, mas afastei novamente esse pensamento. Não era momento pra preocupações.
Pedi que virasse de frente.
Seu rosto estava avermelhado. Havia desejo em seu olhar. Beijei-a. ela retribuiu. O desejo tomou conta de nossos corpos. Quando dei por mim éramos apenas um. Eu desejava aquela mulher de uma forma inumana. Era como se eu nunca fosse me cansar dela, do seu corpo, do seu cheiro, do seu toque, dos seus gemidos, das suas expressões de prazer. Ela dominava todos os meus sentidos.
Chegamos ao clímax ao mesmo tempo. O que parecia impossível pra alguns casais, pra gente era constante. Estávamos conectados. Uma orquestra afinada. Uma harmonia perfeita.
Seu cabelo grudava no suor da testa. Seu rosto estava em brasa. Seu olhar era terno. Calmo. Distante também. Parecia mais velha¿
Abracei-a, dei –lhe um beijo na testa. Dormimos.
P.S.: Este texto foi escrito há algum tempo, mas eu sinto como se não estivesse completo. Não consegui finalizá-lo.
Vou continuar tentando.


