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5 de fevereiro de 2013

Saudades que me fazem sorrir


Ou seria, sorrisos que me trazem saudade ?

... Saudade daquele jeito de sorrir que só você tem; que os olhos quase somem e aparece uma covinha no seu rosto.
 Vez em quando me pego pensando em você. Nos cheiros, nos gostos, nos toques, nos jeitos. Nos momentos. Será que você ficou mesmo no passado ?

Lembrei de uma certa noite, de muitas, que dormimos juntos. Eu acordei de manhã e você estava me olhando, sorrindo, displicente. Seus olhos sumiram, uma covinha apareceu no canto de sua bochecha.
Fechei os olhos e me perdi em meus pensamentos ..
O primeiro beijo, a primeira noite que dormimos juntos, o dia em que eu te fiz feliz com um simples texto, o dia em que se abriu pra mim e contou seus problemas, o dia em que disse que confiava em mim, o dia em que tive prazer quando nossos corpos eram um, o dia que senti seu cheiro de banho tomado ao deitar do meu lado.  
Mas nenhum desses momentos supera o momento em que eu o vejo sorrir, displicente e revelar aquela covinha no canto direito do seu rosto. Esse é o momento mais especial de todos. Porque esse é o seu sorriso mais verdadeiro. Sincero. Quando não há armaduras, só você mesmo.


E vez em quando me pego pensando em você. E descubro que, não, você não ficou no passado.

P.S.: Adoro sorrisos sinceros.

1 de setembro de 2012

Que venha setembro !



Depois de um inverno frio e isento de amor, de um agosto sombrio e triste, que setembro venha com toda leveza e suavidade. Venha trazer sorrisos, flores e perfumes. Venha iluminar minhas manhãs e alegrar minhas tardes. 
Que cada lágrima derramada num, outrora inverno, se torne adubo pra que eu não me esqueça, jamais, que ele (o inverno) é só uma fase. E como toda fase, passa. 
Meu inverno passou e as portas estão abertas para a primavera aquecer meu coração.

24 de maio de 2012

Remendos




Mais uma vez, coloquei meu melhor sorriso no rosto e segui em frente.
Segui com o coração cheio de remendos e curativos, acreditando que dessa vez seria diferente, - o que seria do ser humano sem a esperança ? - mas não foi.
Outra vez fizeste do meu coração passarela e com todo seu orgulho e desprezo desfilou por ele com um salto mais alto e mais fino que os meus.
As feridas novamente abertas, os curativos espalhados pelo chão. Os olhos inchados por ter passado mais uma noite em claro chorando todas as lágrimas que ainda restavam.
Depois de uma noite de sofrimento, resolvi transformar minha dor em boniteza. Nem sei se isso é humanamente possível, mas eu fiz.

Mais uma vez, remendei todos os buracos de um coração que mais parece uma colcha de retalhos, vesti meu melhor sorriso, um salto alto, rímel e blush e segui em frente.

27 de março de 2012

Quero morar em você


" -Eu vou morar em você.
-Em mim ? Mas essa casa precisa de tantas reformas !
-Mas enquanto você dormia, eu fiz um 'puxadinho' aí dentro !
-E a gente vai viver de quê ?
-De arredondar palavras...
(Mais tarde, deitada em cima das costas dele)
-O que você está fazendo aí em cima ???
- Estou tomando sol na laje ! "

Marla de Queiroz





Quero morar em você, fazer do teu corpo minha casa.
Quero que o meu corpo e o teu corpo se tornem só um. Que as batidas do meu coração entrem em compasso com as suas. Que os nossos corpos dancem em uma sintonia perfeita. Que a tua respiração faça cócegas no meu ouvido. E meu jeito idiota te arranque risadas. Quero ver as covinhas que se formam no seu rosto cada vez que você sorri. Quero ouvir teus problemas e dividir os meus medos. Quero que me derrubes no chão e me pegues no colo. Que deites em cima de mim e sussurres em meu ouvido. Quero ouvir você me chamando de 'baixinha', 'nega', 'meu bem'. Quero sentir seu cheiro de banho tomado, deitar no teu peito e me sentir segura.

Quero morar em você !

21 de março de 2012

A perda


A perda é uma coisa estranha. O ser humano é capaz de se adaptar a tudo, desde o lugar mais inóspito ao convívio mais difícil. Mas, até hoje, vi pouquíssimas pessoas que se acostumaram com a perda.

A falta, o vazio que fica quando alguém que amamos se vai. A dor que não abranda e que nenhuma palavra consegue consolar. As lágrimas que rolam na face sem controle e que turvam as vistas me impedindo de continuar a escrever esse texto.

...

Hoje eu perdi alguém muito especial. Alguém que com seus cabelos brancos me arrancou incontáveis sorrisos. Que, mesmo longe, me amou mais do que aqueles que estavam perto.

Um olhar distante, mas nem por isso, desatento, ouvia tudo, prestava atenção em tudo, queria saber de tudo e de todos. Não perdia nada.

Eu não quis vê-la quando foi internada porque tenho certeza que não conseguiria segurar as lágrimas e a dor ao deparar-me com a imagem diferente da que estava acostumada; sempre sorridente e feliz. Preferi guardar na lembrança os sorrisos, o dedinho batendo a aliança descontraidamente no braço da cadeira e os cabelos cor de prata com cheiro de lavanda.

Minha vontade – e a de todos que perderam alguém – era de que continuasse aqui, mas na verdade, quando amamos devemos desejar sempre o melhor. E se o melhor for a perda, que assim seja.

23 de fevereiro de 2012

Sorrisos que iluminam


"Crie laços com as pessoas que lhe fazem bem, que lhe pareçam verdadeiras.
E desfaça os nós que lhe prendem àquelas que foram significativas na sua vida,
mas que, por vontade própria, deixaram de ser...
Nó aperta, laço enfeita... Simples assim!"

Nada melhor do que pessoas encantadoras que entram em nossas vidas e deixam tudo mais bonito, como a chuva quando molha a planta e as flores desabrocham colorindo tudo ao seu redor.
Chega de falar do sofrimento causado por relações frustradas ou que por algum motivo não deram certo. É tempo de falar de coisas boas, pessoas que nos fazem sorrir.

Não criar expectativas, é a regra pra o momento.
Viver o que vier, da melhor maneira possível.
Aproveitar os sorrisos inesperados que iluminam o dia.

Sorrisos que me pegam de surpresa quando penso em alguém que está tornando meus dias mais felizes só por existir.

13 de fevereiro de 2012

Dente-de-leão


‎"A flor conhecida como dente de leão representa uma pureza,
pela cor, pelo contato com a natureza, e por se soltar ao vento,
levemente, tipica das virginianas."

15 de janeiro de 2012

Como uma viagem de avião...


Fiz uma viagem de avião há um tempo atrás. Essa viagem durou meses. Não foi a minha primeira viagem, mas foi a mais intensa. Durante 10 meses eu tive sensações que nunca imaginei ter um dia.
Um misto de felicidade repentina com medo, angústia, frustração, carinho, cuidado, desespero, saudade, prazer, dor, paixão... amor.

Tinha acabado de descer de um voo, quando me deparei com aquilo na minha frente. A perspectiva de viver tudo de novo, ou não. Embarquei.

No início, a expectativa. Antes da decolagem, o medo do novo. O receio do desconhecido.
Depois, um frio na barriga. Um furor crescente. Um êxtase total quando a aeronave subiu aos céus.

Lá em cima, as nuvens, a calmaria, a constância, a rotina. Tudo em seu perfeito lugar.
Mas, o que eu não esperava é que o meu voo fosse passar por uma turbulência tão desesperadora. Nunca tinha me visto naquela situação. Nunca me vi tão indefesa. Tudo acontecendo, desabando à minha volta e eu ali, impotente.
Passei um mês, achando que meu mundo tinha caído, que estava em ruínas.

Mas, enfim, quando eu já não tinha mais esperança, quando achei que o desespero fosse se tornar meu fiel acompanhante naquela viagem interminável, as nuvens cinzas dissiparam e eu pude ver o brilho do sol pela janela do meu coração.

6 de dezembro de 2011

E de tudo que ficou ...

Hoje eu descobri que nada é pra sempre. Mas que até chegar ao fim a gente vive e aprende muita coisa. E eu aprendi. Aprendi e vivi. Fui feliz, chorei, sorri, me diverti, me emocionei. Me apaixonei. Não tenho vergonha nenhuma de dizer isso. De dizer que dei tudo de mim pra que desse certo. Mas não deu. Ou talvez tenha dado, mas não da maneira que eu imaginava...
O fato é que eu conheci e me aproximei de uma pessoa que merece toda minha admiração, apesar de tudo.
Até hoje eu ainda me pego com o olhar perdido, admirada, quando vejo ele ajudando alguém. Parando suas atividades em prol dos necessitados. Me pego admirando o homem que não mede esforços pra ajudar seus amigos e até mesmo desconhecidos. Eu não me apaixonei pelo homem, mas pelo seu caráter. Pela sua personalidade. Pela sua índole. Eu espero que você não perca sua essência, que é o que você tem de mais bonito. Que você não se deixe corromper pelas durezas e dificuldades da vida. Que o que você tem de melhor permaneça vivo dentro de você.
E de tudo que foi perdido ou não foi vivido, só tem uma coisa que eu espero que não morra entre a gente: a nossa amizade e cumplicidade. O falar sem medo, se abrir sem reservas, se mostrar por inteiro. A confiança.


24 de novembro de 2011

Coisas impossíveis de definir


O que é isso que eu tô sentindo ?

Que me faz sair de casa no meio da noite só pra ter algumas horas de sono mal dormido ao lado dele; Que faz meu coração disparar quando vejo uma certa placa de carro na rua; Que torna as minhas quintas-feiras longas e intermináveis; Que tem tomado todos os meus pensamentos ultimamente; Que me deixa ansiosa quando o celular toca na esperança de que seja ele...

Ele que me liga no meio da madrugada, tira meu sono e, ainda assim, consegue me deixar feliz. Ele que me arranca sorrisos e me faz carinho. Ele que faz os pelos do meu corpo se eriçarem com um simples beijo no pescoço. Ele que me aconchega no frio e no medo. Ele que me irrita por não saber me ouvir, mas que é o homem com quem eu me sinto segura. Ele que dá um sorriso capaz de fazer meu coração parar por um milésimo de segundo.

16 de novembro de 2011

Me responde ?

[...] Eu não tô abrindo mão de você.
Porque a gente só abre mão do que tem;
e eu nunca tive você.


Eu tenho tentado responder a um monte de perguntas nos últimos dias. Perguntas que tem me machucado, que tem me tirado o sono e o sorriso do rosto. Perguntas que ninguém quer me responder. E cada vez que eu tento pensar nelas uma sensação ruim começa a me tomar por dentro até chegar ao ponto de eu chorar, chorar ininterruptamente.
Talvez seja meu subconsciente me preparando para a sentença.
E é horrível pensar nela.


16 de outubro de 2011

Meu bem



Deu uma vontade enorme de escrever pra você meu bem.

Pra você que chegou de mansinho, como quem não quer nada - ou não queria nada mesmo - e me conquistou. Tomou seu espaço dentro do meu coraçãozinho.

A gente se vê tão pouco não é meu bem? Quase não dá pra matar a saudade...

E falando em saudade, é nessas horas que dá saudade de alguns meses atrás, quando éramos apenas amigos e passávamos horas conversando sobre nossas vidas, nossos problemas, nossas dúvidas, tristezas e alegrias.

Não que tenhamos perdido essa relação especial e bonita de amizade, pelo contrário, hoje você é uma das pessoas que mais confio e considero como amigo. Mas o tempo realmente não tem sido nosso aliado. Mesmo assim a gente tenta aproveitá-lo da melhor maneira possível, não é verdade?

Ah meu bem... tanta coisa a ser dita, tanta coisa que não foi falada por falta de tempo ou oportunidade ou mesmo por vergonha e medo. Eu queria dizer o quanto você é especial pra mim, o quanto sua presença se tornou importante em minha vida, que te ver feliz é suficiente pra ganhar o meu dia.

Queria te dizer que enquanto outras pessoas acham que as suas loucuras são um defeito seu, pra mim, são motivo de diversão garantida.

Queria te dizer que, mesmo dormindo mal às vezes, só o fato de ter você do meu lado, de sentir o seu cheiro e dormir em seus braços são motivos mais que suficientes pra esquecer as horas de sono mal dormido.

Queria te dizer o quanto eu te admiro. Que eu acho você, com o perdão do termo, um cara da porra! Dedicado ao que você escolheu ser, à essência de sua profissão, que é ajudar as pessoas. Dedicado aos seus amigos, à sua família. Um caráter que até hoje eu só vi em poucas pessoas.

Queria te dizer o quanto é prazeroso cuidar de você, e você sabe do que eu estou falando, aliás talvez só você saiba. Coisinhas que só pertencem a nós dois.

Enfim meu bem, tem tanta coisinha que eu gostaria de te dizer todos os dias, mas eu me limito a dizer que eu amo você. E nessa frase, acredite, tem muita coisa implícita, intrínseca: amo como pessoa, como homem, como amigo. O amor na sua forma mais pura, sem complicações.
Apenas amo.

22 de setembro de 2011

2 . 1

Agora é oficial; maior de idade!


Dizem que na hora de apagar a vela a gente tem que fazer um pedido. Ontem eu não pedi nada, apenas agradeci a papai do céu. Por tudo. Pela minha vida, minha saúde... Mas, principalmente pelas pessoas que me acompanham nessa caminhada.

Em primeiro lugar à minha família. Pessoas que a gente não escolhe. Ganha de brinde quando nasce. Sabe aqueles ovos de páscoa que vem com uma surpresa dentro? É assim com a nossa família. A gente nunca sabe o que vai encontrar. Mas eu tive sorte. Muita sorte, a propósito. Tenho pais excepcionais, um irmão maravilhoso, uma sobrinha linda...


No entanto, hoje meu agradecimento é direcionado não àqueles que já estavam destinados a conviver comigo, mas àqueles que escolheram estar presentes na minha vida. Pessoas que fazem parte do meu dia-a-dia, que iluminam meus dias com apenas um sorriso. Que compartilham suas vidas comigo e me permitem fazer parte delas. O maior presente que eu poderia receber hoje eu já tenho todos os dias: o carinho de vocês. Muito obrigado!

Sérgio, Iara, Breno, Maria Eduarda, Padre Hélio, Padre Cid, Marilene, Geisa, Meu bem, Nina, Vanesssa, Gabi, Clara, Renata, Manuela, Nara, Cristina, Celinha, Ivanildo, Ceinha, Itana, seu Raimundo, Wilke, Rebeca, Carol, Indy, Nataline, Tainá, Thayane...



... e tantos outros que não foram citados mas nem por isso deixam de ser significativos.

21 de agosto de 2011

Debaixo do tapete


"Acreditar em esperança é abrir uma
janela bem no meio do seu desespero"
Vanessa Leonardi

Sempre acontecem coisas que me magoam mas eu acabo deixando pra lá, abstraindo. Isso não significa que eu superei, pelo contrário, elas ficam ali, aguardando o momento certo pra atacar. O momento em que eu estiver mais vulnerável, mais sensível.

É o que tem acontecido nos últimos meses. Talvez bombardeada soe um pouco dramático demais, mas é assim que eu tenho me sentido há algum tempo. Bombardeada. Pelos outros, pelos problemas dos outros, pelo egoísmo das pessoas, pela falta de honestidade e companheirismo, pela mesquinharia; coisas tão pequenas e insignificantes, mas que se acumularam e tomaram uma proporção gigantesca.
Eu fui enfiando tudo isso debaixo do tapete, como aquela sujeira que a gente tem preguiça de colocar pra fora.
Justamente hoje, eu passei pelo tapete e senti uma elevações estranhas, senti uma pontada no peito, como um aviso. Lembrei-me do que se tratava: todos os podres que eu havia enfiado ali embaixo com medo de encará-los ou apenas por achar que eram insignificantes demais pra encará-los. Um pequeno desespero se apossou de mim momentaneamente. E mais uma vez não tive coragem de levantar o tapete e colocar toda aquela porcaria pra fora dali. Tenho medo.
Medo de de encarar tudo isso. Não tenho condições de encarar tanta podridão, tanta sujeira. Fazer isso vai ser como abrir uma ferida para limpar. Vai doer e eu preciso estar preparada para a dor. E esse ainda não é o momento.

5 de julho de 2011

Porque foi necessário



"És o meu segredo ou eu sou o teu?"

Clarice Lispector



Por alguns meses eu acreditei piamente que você era uma semente que eu plantei sem muitas pretensões de ver crescer, mas que me pegou de surpresa quando eu "tive que abrir todas as portas para que você crescesse livremente", tomando todo o espaço disponível.
Durante algum tempo eu me senti aquecida e feliz com a sua presença, era tão bom dormir e acordar ao seu lado. Sentir seu cheiro exalando pelo quarto. Minha plantinha... tão linda quando sorria pra mim!
Mas o tempo passou, hoje vejo o quanto você cresceu. Tomou tanto espaço que me deixou sem escolha. Passou a me tomar o ar. Eu já não era mais eu. Já não sentia por mim, já não tinha vontades. Era por você, pra você.
Dizem que quando a gente se apaixona doa tudo que tem. Eu sou assim. Doei tudo que eu tinha; meu tempo, meus pensamentos, meu corpo, minha alma. Mas estar apaixonado, não é abrir mão dos próprios desejos, das próprias vontades. É dividir uma vida, um sentimento. Hoje eu vejo isso. Mas pra chegar a essa conclusão, precisei podar minha plantinha. Respirar um pouco de ar puro, pra clarear as ideias.
Vou continuar te regando sabe, não posso deixar que morra. Mas não vou cometer o mesmo erro deixando que cresça livremente, sem limites. Quando eu sentir que tá muito grande, corto um pouquinho aqui, um pouquinho ali...

Tô respirando aliviada!

29 de junho de 2011

Felicidade efêmera



Tenho me questionado sobre a felicidade [...]



Uma felicidade que chegou aos poucos, mas que ao mesmo tempo me consumiu rápido. Me envolveu como o fogo envolve as folhas secas. O fogo que, outrora labareda, aquecia tudo ao seu redor, se tornara brando. Hoje só restaram as cinzas e uma fumacinha que tem me incomodado.
Dizem que o vento é capaz de reascender o fogo...




Meu bem, você acredita em finais felizes?

10 de junho de 2011

Meu tempo pra você


É muito bom chegar em casa e saber que vou encontrar você sempre disposta a me ouvir, a me entender, a aturar minhas confissões repetitivas, minhas dúvidas e inseguranças. Você tem paciência pra me ouvir e, sempre me dá opiniões relevantes.
Você é meu contato com o meu lado adolescente; sem preocupações. Com o que os outros pensam, principalmente.
Meu lado ainda imaturo, que muitas vezes tenho que deixar escondido no canto, porque a necessidade de ser madura é latente. A necessidade de ser mulher, de ser responsável e sempre pensar nas consequências dos meus atos. Com você eu sou mais criança, mais moleca, mais inconsequente. De uma maneira boa, é claro.
Conviver e dividir a minha vida com você durante um ano foi essencial para o meu crescimento e o meu auto-conhecimento. Você me ensinou muitas coisas. A gritar, por exemplo. Coisas que pra qualquer outra pessoa, parecerá besteira. Mas que, pra mim, são significativas.
Te agradeço por ter feito parte da minha vida, por ter entrado nela, e espero, do fundo do meu coraçãozinho que não saia.

Só tenho mais uma coisa a te dizer: espere o meu tempo. As coisas acontecem quando tem que acontecer. ESTE foi o MEU momento de escrever para VOCÊ, Renata Reis.

8 de junho de 2011

Eu não acreditava...


... em frio na barriga, borboletas no estômago e coração acelerado. Até você aparecer.

Quando eu vejo um carro igual ao seu na rua me dá um frio na barriga, aí eu olho a placa e, veja só, não é o seu. O frio passa.
Quando o celular toca, você é a primeira pessoa que me vem na cabeça, as borboletas dançam no estômago. Mas veja só, não é você. As borboletas param subitamente.
Desisto.
E então... uma buzina. Expectativa. O frio na barriga volta, as borboletas arriscam saltos mortais e o meu coração acelerado dá um solavanco e... para. Silêncio.
Você aparece na minha porta e me dá um sorriso, aquele tão lindo que faz covinha e os olhos somem.
Por um milésimo de segundo vejo todo o mundo passando diante de meus olhos, mas nada do que vejo tem mais importância. Você é o MEU mundo naquele momento.

1 de junho de 2011

Deixa eu te dizer...




"Deixa eu te dizer [...] que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver nascer uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente."

Caio F. Abreu


Você entrou devagarinho na minha vida. Assim como quem não quer nada. Tomou um espaço que eu não julgava possível. Já faz quase quatro meses mas, parece que foi ontem...

Parece que foi ontem que eu te achava um meninão. Um cara que cresceu demais e continuava com a cabeça de guri; hoje vejo que é apenas uma camuflagem pra amenizar as dores adquiridas pela estrada.
Parece que foi ontem que tivemos uma conversa estranha e nos desentendemos na porta da igreja; hoje nos entendemos bem até demais.
Parece que foi ontem que você me disse que eu era nova demais; hoje você diz que sou muito mulher.
Parece que foi ontem que nos beijamos a primeira vez e eu achei teu beijo babado; hoje, esse mesmo beijo me excita e não, não é babado.
Parece que foi ontem que você não era nada pra mim.

Mas veja como são as coisas, hoje eu sinto sua falta como se você fizesse parte de mim há muito tempo. Sinto falta do seu sorriso, aquele tão lindo que faz covinha e os olhos somem. Sinto falta do seu cheiro de banho recém tomado. De deitar no seu peito e me sentir segura. De estar ao seu lado e esquecer o mundo. De rir, rir muito e de tudo. De dormir no seu abraço e acordar sendo beijada por todo o rosto. De poder confiar em alguém de olhos fechados.


O que fazer com esse sentimento que me obrigou a abrir as portas que eu tinha fechado por tempo indeterminado?

24 de abril de 2011

Cumplicidade


Era uma noite típica de agosto; fria, agradável. Tinha acabado de chegar de viagem. Havia passado 3 semanas em Vitória, ES. Participando de um Congresso de Direito Criminal. Sou Delegado.
Estava exausto. 5 horas de vôo, mais 2 de carro. Tudo o que queria era um bom banho e a minha cama. Minha mulher com certeza estaria me esperando com o jantar pronto e toda disposição pra conversar a noite toda. Eu amava minha mulher, e adorava passar noites em claro conversando com ela. Mas hoje não.
Quando abri a porta de casa, me deparei com um cheiro característico. Molho de tomate com manjericão, o meu preferido. Segui o cheiro e cheguei à cozinha, onde ela fazia os últimos preparativos. Usava uma bermuda jeans, um pouco folgada. Havia emagrecido¿ Uma camiseta branca que contrastava com a cor de sua pele, morena. Haviam pequenas manchas, respingos de molho em sua roupa. Ela era tão desastrada...
- Oi filho! Como foi a viagem¿
- Tudo bem... Cansativa. Vou tomar um banho tá¿
- Não demora! Fiz aquele nhoque com molho de tomate e manjericão que você gosta!
Dei-lhe um beijo rápido, mas intenso e fui tomar um banho.
A água estava morna. Relaxante. Me senti bem melhor. Mas ainda cansado.
Vesti um short de seda e fui até a sala de jantar onde Elena me esperava.
- Como foram esses dias por aqui filha¿
- Tudo bem. Nenhuma novidade.
Pensei ter visto uma ruga de preocupação em seu rosto, mas afastei esse pensamento. Estava faminto. O cheiro do molho havia me dominado.
[...]
Depois do jantar ajudei-a com a louça. Fui pra o quarto e me deitei na cama. Ela tinha ido tomar banho. Devo ter cochilado alguns minutos. Quando ela saiu do banheiro estava vestida com uma camiseta branca meio transparente, colada em sua pele ainda molhada. Ela adorava usar roupas brancas porque contrastavam com sua pele. E sabia que eu adorava também. Usava uma calcinha branca, estilo cueca. Pra alguns, aquilo parecia broxante, mas pra mim, era excepcional. Os cabelos molhados, pingando sobre a camiseta, sentou-se na cama pra passar óleo no corpo.
- Eu já te falei o quanto eu te amo¿
- Bom, a última vez que disse isso foi antes de viajar.
- Eu amo você filha.
- Eu também te amo filho. Você sabe disso.
- Posso passar isso no seu corpo¿
- Claro...
- Mas tem que tirar a roupa.
Ela levantou e despiu-se na minha frente. Ver aquela mulher despindo-se daquela maneira, sem pudor, sem vergonha, não posso negar, me deixava muito presunçoso.
[Quando começamos a namorar ela ainda era virgem, coisa rara pra os tempos de hoje. Cheia de pudor e medo. Só depois de dois anos de namoro ela perdeu a vergonha. Hoje olho pra trás e acho cômico. Só namorávamos de luz apagada, eu não podia fazer muita coisa, ela achava tudo falta de respeito. Como ela me diverte... ]
Ela deitou-se de bruços na cama, eu me sentei ao seu lado, peguei o óleo e comecei a passar nos seus pés, massageando cada ponto, sua panturrilha, suas coxas. Cheguei no seu quadril, ela estremeceu um pouco. Eu ardi de desejo. Passei pelas suas costas, me demorando um pouco mais nos seus ombros, estavam tensos. Talvez aquela ruga que eu pensei ter visto mais cedo realmente exista, mas afastei novamente esse pensamento. Não era momento pra preocupações.
Pedi que virasse de frente.
Seu rosto estava avermelhado. Havia desejo em seu olhar. Beijei-a. ela retribuiu. O desejo tomou conta de nossos corpos. Quando dei por mim éramos apenas um. Eu desejava aquela mulher de uma forma inumana. Era como se eu nunca fosse me cansar dela, do seu corpo, do seu cheiro, do seu toque, dos seus gemidos, das suas expressões de prazer. Ela dominava todos os meus sentidos.
Chegamos ao clímax ao mesmo tempo. O que parecia impossível pra alguns casais, pra gente era constante. Estávamos conectados. Uma orquestra afinada. Uma harmonia perfeita.
Seu cabelo grudava no suor da testa. Seu rosto estava em brasa. Seu olhar era terno. Calmo. Distante também. Parecia mais velha¿
Abracei-a, dei –lhe um beijo na testa. Dormimos.



P.S.: Este texto foi escrito há algum tempo, mas eu sinto como se não estivesse completo. Não consegui finalizá-lo.
Vou continuar tentando.
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